Tatus
Ao contrário do que se acredita, nem todas as espécies de tatus são capazes de se enrolar em forma de bola, este é um atributo das espécies de tatu-bola. Os quais enrolam a cabeça e as patas traseiras, curvando a carapaça na forma de uma esfera rígida.
Os tatus são membros da ordem Cingulata, em função das dobras que possui em seu corpo formando um tipo de "cinta". São facilmente reconhecidos pela sua carapaça. Em espanhol este animalzinho, que pode chegar a pesar 60 kg e atingir até 1.5 metro de comprimento (espécie conhecida como tatu-canastra, Priodontes maximus), é chamado armadillo, que significa "pequeno blindado".
São habitantes da América Latina, com excessão da espécie Dasypus novemcintus, cuja ocorrência se estende até parte dos Estados Unidos. São parentes próximos de tamanduás e preguiças, em geral tem focinho pontiagudo e olhos pequenos. Seu tamanho pode variar de centímetros até mais de um metro de comprimento. Suas cores também podem ser bem diferentes, desde roseado até preto, cinza, avermelhado e amarelado.
Entre as espécies mais conhecidas estão o tatu-mirim (Dasypus septemcinctus), o tatu-peba (Euphractus secinctus), o tatu-bola (Tolupeutes matacus e T. tricinctus), e a maior entre as espécies desse grupo, o tatu-canastra (Priodontes maximus).
Os tatus habitam regiões de climas temperados e quentes, incluindo florestas tropicais, pradarias e ambientes semiáridos. São animais cuja taxa metabólica é baixa e não possuem reservas de gordura, sendo muito sensíveis ao frio.
A maioria das espécies escava tocas e chegam a dormir até 16 horas por dia. Alimentam-se principalmente de besouros, formigas, cupins e outros insetos. A visão desses animais é precária, por isso eles utilizam seu olfato aguçado para caçar. As patas fortes e enormes garras dianteiras são empregadas para escavação, as línguas longas e aderentes extraem formigas e cupins de seus túneis. Tatus também podem se alimentam de pequenos vertebrados, plantas, frutos e ocasionalmente de carniça.
Por serem predadores de insetos esses animais ajudam no controle desses invertebrados. As tocas escavadas frequentemente acabam por servir de abrigo para outros animais, suas atividades de escavação mexem com o solo, folhas e galhos caídos, estes são triturados e tem o tamanho reduzido, facilitando a ação de fungos e microrganismos que atuam na ciclagem de nutrientes.
O Nordeste brasileiro abriga nove das vinte espécies de tatus conhecidas nas Américas.
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